quinta-feira, 16 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
self-explanatory post

quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Merecer ou não merecer...

é a questão desarmante. Quem merecemos? Merecemos aquele rapaz perfeito, de inteligência ímpar e sorriso desarmante ou merecemos o mais manhoso dos machos com hábitos duvidosos de higiene. Pois é...
Sempre me disseram que eu merecia uma rapaz fantástico, assim como eu. Mas será que mereço mesmo? Não sei. Não faço a mínima ideia se, de facto, esse tal rapaz de um nível brutal de fantasticidade me irá alguma vez cair no colo. Não sei mesmo. A vida é comprida e assim como entra, muita gente saí, fora aquela que só passa. Todavia, há uma coisa que sei, de que tenho toda a certeza. Sei ver, logo à primeira, se ele me merece ou não. Se consegue aguentar com o meu cérebro, se acha piada ao meu nariz e se não consegue esquecer o meu corpo. É importante ter isso assegurado. E isso, por muitos ou poucos ou nenhuns relacionamentos sérios que tenha tido até hoje, é o que faço sempre.
Quantas vezes me senti demasiado inteligente para determinados moçitos? E quantas vezes me senti,não burra, mas fora de água, com outros? (Bem, verdade seja dita que não foram assim tantas, neste caso). Isto não se trata de um exercício de narcisismo encapotado de discurso fútil e oco tipo “Sex in the City” com a ajuda de umas retóricazinhas a rasgarem o texto. Não. Bolas, sou muito mais do que isso. Isto trata-se apenas de um exercício. De um exercício interior pensado em voz alta.
A verdade é que os nossos pais têm para nós, seus filhos, um ideal de pessoa. Mas e se esse ideal, de facto, aparecer, será que eles o aceitam sem qualquer tipo de problema, sem qualquer tipo de crítica?
A verdade é que não possuo comigo nenhuma solução ou nenhuma descoberta. Acho que, e tenho pensado nisto nos últimos dias, o caminho passa sobretudo pelo tempo. Quanto mais tempo passar, mais aptos estaremos para avaliar, mais sabedoria teremos para tomarmos a decisão que quisermos. Já conhecemos melhor a peça, já percebemos melhor a dinâmica. Sim, se a decisão for de corte ou pausa, os efeitos secundários são maus mas se for uma decisão de continuidade então acho que aí a certeza nos assenta como um cachecol quente e fofo numa manhã gélida pela baixa: é confortável.
Bem, acho que este é capaz de ser um dos textos mais confusos que já escrevi até hoje...mas isto ultimamente também não tem andado lá muito ordenado.
[Wagner Moura na pic]
domingo, 5 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O espaço em falta

Esta ideia é um misto estranho entre as minha próprias teorias mentais, a conversas que vou tendo com as pessoas à minha volta, e alguns reencontros inesperados. A verdade é que também estive a pensar bastante no que disseste naquela nossa conversa tardia e os ecos disso ainda cá estão. Sim, estas conversas fazem-me sempre bem, com um copo a acompanhar na mão e mesmo com o frio da noite e uma voz manhosa como a minha estava nesse dia – mas desta vez senti (pelo menos da minha parte) que foi quase necessário. Eis o que achei mais interessante: a importância de dizermos as coisas certas no momento certo.
Não só o arriscar a dizer a uma pessoa que a amamos de facto, ou o salientar algumas verdades curtas (mas bem ditas) mesmo que estas venham anos mais tarde – mas também ter uma certa coragem para falar de forma completamente aberta (quase crua) entre nós. Confesso que pode parecer um bocado injusto, porque só digo o que realmente penso e sinto sobre uma pessoa quando me preocupo realmente com ela ou a conheço minimamente bem. Com a maioria das pessoas reservo apenas simpatia, ou pelo menos cordialidade: mas raramente honestidade pura e bruta. Por isso admiro a capacidade de quem tem “tomates” para dizer aquilo que é simples mas acertado no contexto do momento.
Por isso não pude evitar pensar em algumas coisas que gostava de ter dito a certas pessoas, noutros tempos e noutras situações, mas entretanto esse contexto perdeu-se. Não é ressentimento, não de todo, mas não gosto da sensação de “pontas soltas” e nunca fico completamente em paz comigo quando isto se prolonga. E então a coisa mais curiosa aconteceu.
Estava eu a pensar nessa pessoa quase distraidamente, no dia anterior, e no que gostava de lhe ter dito, e eis que volto a encontra-la precisamente hoje. Já não a via a algum tempo, de vez em quando cruzamo-nos rapidamente e trocamos alguma conversa, mas é geralmente algo mais circunstancial e estranhamente esse tema nunca fora tocado. Então, quase que encaminhado, a velha questão veio à baila sem eu a ter puxado e a conversa alongou-se, relembrámos algumas coisas, comparámos, comentámos e até estendemo-nos à metafísica. Que estranho, não éramos certamente as mesmas pessoas de alguns anos atrás; acho que crescemos, o que quer que isso signifique, mas já se nota. Acima de tudo, eu disse-lhe aquelas coisas que na minha cabeça precisavam de ser ditas e ele disse-me o que estranhamente precisava de ouvir: desculpa. Provavelmente não precisava de o dizer; mas fê-lo e de facto fez toda a diferença, mesmo com estes anos todos de espaço.
Agora a coisa parece relativizada mas não fosse encontrá-lo de raspão no metro e falar com ele precisamente sobre aquilo, mais uma coisa ficava a pairar no ar. Por isso lembro-me deste caso, de situações mais banais e até de umas conversas que tive com outra amiga minha que, desesperada, está também eternamente à espera da reacção de uma pessoa de quem muito gosta. Mas se ao menos conseguíssemos dizer as palavras certas.
Às vezes imagino que todas essas coisas que ficam por dizer são como uma planície imensa num cenário pós apocalíptico cheio de objectos amontoados, ou como um quarto extremamente desarrumado. Sou extremamente visual, por isso de vez em quando dá-me para isto. De certeza que existiam uns quantos “eu comi a última fatia de bolo”, “sim, voltei a chumbar naquela merda” ou “odeio este vestido que me ofereceste ao ponto de comer as minhas próprias peúgas” a um canto. Mas quantas pilhas e pilhas não ocupariam os “obrigado”, “desculpa”, “sinto a tua falta" ou “amo-te” deste universo?
segunda-feira, 30 de maio de 2011
playlist #2 (OST or how movies and music are the best marriage ever)

Eis que estou farta de estar a derreter retina frente a este visor branco por trabalhos. Ao menos queimo em coisas que me dão algum prazer (já nem peço muito, reparem). Como vai a vossa vida? Boa? A minha cá anda. Várias coisas em mãos e mais ainda na cabeça. Os dias passam, as aulas vão sendo esquecidas, refeições esporadicamente bem comidas, roupa não engomada, conversas antigas, cigarros fumados e beijos dados. O quotidiano. Mas há tempos surgiu uma nova ideia apresentado por ele, é verdade. (Ele já apresenta conceitos sobre a minha mente!) Ele diz então que tenho de parar de arranjar "um problema por semana. Estás a ver as séries da FOX? É isso mesmo! Como se fosse um episódio novo." (o idiotazinho...que tem alguma razão.) "Ainda por cima porque não temos razão nenhuma para isso" (o que é verdade...). Bem, mas tudo isto para um pequeno ponto de controle e agora, uma nova playlist. Sim, a triunfal e interminável lista de bandas sonoras! Por isso, espíritos abertos, ouvidos serenos e olhos fechados. Eis que começa...
MÚSICA .compositor. FILME
Cinema Paradiso- ennio.morricone Cinema Paradiso
Trio pour Piano, Violon et
Violoncelle em Mi Bemol - schubert Barry Lyndon
Op.100 I Don't Like It Like This - the.radio.dept. Marie Antoinette
Across 110th Street - bobby.womack Jackie Brown
Bang Bang (My Baby
Shot Me Down) - nancy.sinatra Kill Bill Vol.1
Gran Torino - jamie.cullum Grand Torino
Vangabond - wolfmother 500 Days of Summer
Moonriver - audrey.hepburn Breakfast at Tiffany's
Talk Show Host - radiohead Romeo and Juliet
P.S I Love You - nellie.mcKay P.S. I Love You
[Woddy Allen & Diane Keaton in "Annie Hall"]

