terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fé...

"Não percas a fé no dude Woodstock."

vou.me esforçar. a sério que vou.

[Emile Hirsch]

Raindrops keep fallin on my head

Porque está a chover e acreditem ou não, a chuva faz-me sempre ficar romântica.

[Natalie Portman na foto]

domingo, 18 de outubro de 2009

Um domingo

Pois que hoje se passou mais um domingo. Mas quero desde já partilhar convosco, meu público imaginário, que este dia se passou de maneira diferente à usual. Além de ter feito uma directa na noite anterior para acabar um trabalhinho da faculdade (sim, é tanto o entusiasmo!) e de só ter dormido 4 horas, acabei a minha noite a passear pela cidade.
Tudo começou quando decidi acompanhar um colega de turma para ir ver um conjunto de curtas-metragens do VII Festival de Internacional de Cinema, também conhecido por Doclisboa.


[Ah se o meu antigo professor de Área Projecto me visse agora..."-Quem é o intelectual agora...?"]


Estas estavam contextualizadas no ciclo de cinema dos Balcãs, permitindo-nos assim, ter um novo vislumbre pelos vários países que deles fazem parte. Abrindo com Sérvia e Eslovénia, passando por Montenegro e Bósnia-Hierzgovina, indo até à Croácia, sem esquecer o Kosovo e a Macedónia, todas as diferentes nacionalidades e visões foram transmitidas.
De começo atrasado e com mudanças de bobines abruptas pelo meio, a verdade é que hora e meia lá se passou e quando pensava que o convívio estava findado e se deveria preceder às cordiais despedidas, eis que surge uma ideia:"-Vamos comer qualquer coisa?"

Porque não? As crianças estão com o progenitor (informação obtida via chamada), o trabalho já está despachado, tenho alguns trocos na carteira e conversa engatilhada, e acima de tudo...é domingo. E apesar de amanhã tudo recomeçar, hoje ainda temos algumas horas pela frente em que não nos podem tocar. Não podem.

O jantar é comido e um passeio pela baixa, aproxima-se.
No meio de todo aquele vazio das ruas e daquele cintilar laranja dos candeeiros no passeio, palavras formam despejadas e frases foram soltas. Falamos, falamos e andamos, andamos.


[Tudo isto só com um rapaz.]


E perguntam vocês se estou apaixonada, se estou enamorada ou até mesmo se o vejo como possível interesse. Pois a resposta é: Não. Não. E não.

Já separada, depois de uma discussão sobre a minha segurança à noite na baixa e de querer ficar comigo até a minha boleia aparecer, cheguei a um sítio de antigo alcance:


"A verdade é que já me tinha esquecido de como é bom
ter amigos em vez de potênciais namorados."


E tudo isto ao som de uma bossa-nova tocada numa guitarra por um homem de cabelos compridos e olhos amêndoados frente à "Brasileira" do Chiado debaixo de uma noite fria e ventosa.



Um sincero bem hajA

*

[Chaning Tantum e Amanda Seygfried na pausa da sessão fotográfica para uma produção da Vanity Fair. Gosto da simplicidade.]
p.s.-Que as minhas palavras vos alegrem um pouco. Porque além de estar com um amigo, estou bem e mesmo que algo mude, ninguém me apaga o agradável tempo que passei hoje.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Voar

Porque hoje estou bem disposta, bem humorada, optimista, com vontade de dançar e de beijar. Espirituosa, contente, com um brilhozinho nos olhos até, se quiserem. A soltar risinhos aqui e ali.

Não me perguntem porquê porque não irei dizer. Apenas hoje senti-me bem. Muito bem mesmo.


Não me interessa o futuro e o passado já lá vai. Se correr mal, correu. Se correr bem, ainda melhor. Cada dia é uma dia e aprende-se cada lição caíndo. Por isso se cair, lá me levantarei. Mas se voar...



*




Estou a viver o presente.
A viver a vida, finalmente!
[Jason Gordon Levitt na foto para uma sessão da Vanity Fair]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

18


De súbito (e nem sem bem como, que estas coisas acontecem sob aviso mas sem pretexto) dei por mim a alcançar esta infame maioridade oficial. E foi como se o mundo me apresentasse, mais que um rol de infinitas possibilidades, um rol de infinitas e tão pertinentes perguntas:

Estará a cilivilização moderna e ocidental, tal como a conhecemos, preparada para assumir em plena consciência que acabou de me legalizar como adulto integrado nesta sociedade? Poderão os nossos cidadãos responsabilizar-se por permitirem isto? Eu? Oficialmente adulta?
E contudo também já o fizeram e continua-lo-ão a fazer com uma série de outras criaturas que então nem se fala. Com bestas e animais. Com loucos e génios. Com idiotas e psicopatas. Com obsessivos-compulsivos e com sornas preguiçosos. Tudo isto foi feito automaticamente adulto e ainda assim passou com o mesmo certificado de validade.

(ou será possível chumbar a maioridade?)

Em última análise, obter o estatuto oficioso dos 18 anos é uma faca de dois gumes. É como se dissessem: tens todo o mundo ao teu dispor - agora carrega-o às costas. Além disso esta é apenas a versão teórica.

Na prática, é toda (ou quase toda) uma outra história. E agora digam a essas crianças que olham os 18 anos com reverência ou respeito que é tudo uma mentira - isso e que o Pai Natal não existe. Mas isso já são regalias que aprendemos com a maioridade.

sábado, 10 de outubro de 2009

Volver

Volver...
con la frente marchitalas
nieves del tiempo
platearon mi sien
sentir...
que es un soplo la vida
que veinte años no es nada
que febril la mirada
errante en la sombrate busca y te nombra
vivir...
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez

[Porque era com este filme que Penélope devia ter ganho o óscar e não com o "Vicky"]

*música de Estrella Morello

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ah, ma Chérie


Existirá melhor epílogo para 2 semanas de engrenagens novamente bem oleadas, novas rotinas, primeiras impressões, períodos de adaptação e, atrevo-me até a dizer, de alguma (e tão bem vinda) leveza de espírito que um encontro inesperado e flagrante com "Chérie"?

(dificilmente).
Ou pelo menos, não com os mesmos efeitos. Porque esta personagem é nada mais que o regresso renovado e melhorado da Boémia Francesa - ou melhor dizendo, da boémia inglesa em plena Belle Époque, o que não deixa de ser muitíssimo irónico! Este é o nosso Garrel versão 0.2. É o filho pródigo retornado e momentaneamente idolatrado. É, em suma, a criatura perfeitamente intocável e platónica que brinca com os limites do meu imaginário - e convenhamos, não haveria razão para tanto alarido e surpresa não fosse esta personagem já existir em contornos na minha mente. Ainda antes de se materializar no ecrã.

Portanto, como a noite é longa e o fim-de-semana prolongado, fiquem com este cheirinho de "Cherie", com Rupert Friend como um nome definitivamente a apontar e Michelle Pfeiffer numa interpretação que tem tanto de elegante como de envolvente.

[tenho esta sensação que caio sempre no mesmo erro: não deixa de ser extremamente curioso como é que as personagens mais fascinantes seriam as mais insuportáveis num plano real. fica a reflexão]

*