sábado, 6 de junho de 2009

Actualização e um Pensinho no Joelho

Às vezes é preciso fazer as coisas como quem arranca um penso do joelho: rápido e sem rodeios -doí, mas não vamos continuar com aquele penso ali para sempre, por isso mais vale despachar a questão.


(E depois queixam.se que as mulheres consigam ser cruéis. Não é verdade - algumas situações é que exigem que se façam as coisas um pouco à bruta, depois de uma constante de meias atitudes dúbias a longo prazo. E eu já sou uma pessoa de meias atitudes! Não me lixem.)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Vitamina Pop do Dia


"Lot of knots, lot of snags,
Lot of holes, lot of cracks lot of crags.
Lot of naggin' old hags, lot of fools,
lot of fool scum bags.
Oh it's such a drag, what a chore... oh, your wounds are full of salt.
Everything's a stress and what's more,


well, it's all somebody's fault."
Get Over It, Ok Go


Incrível como vou sempre dar a esta música.. aparentemente, este bicho do mato que sou eu anda envolto em ideias avessas, dilemas rotos e atencipações que, muito sinceramente, já fazem bastante e mui incómoda comichão. Mas a isto também me responde a boa da vozinha que diz simplesmente, "azar - get over it."

Entretanto, para tirar o macaquinho do sotão, andamos a tentar repôr a ordem no convento tomando muitas vitaminas pop feitas à base de cenários coloridos, músiquinhas de animar o espírito e de meninos ora despenteados, ora de aspecto bastante dúbio. Vai então uma porçãozinha de uma wannabe playlist a elaborar.

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domingo, 24 de maio de 2009

Revistas


Meus caros e praticamente inexistentes voyeristas, aqui vos saúdo desta meia.noite de uma maravilhosa segunda.feira - bem sei que aguardam em ânsia e expectativa a nossa futura rubrica (não posso censurar ninguém, pois eu também aqui a espero fielmente) mas estas coisas precisam de empenho, premeditação e.. de uma bela selecção oficial que determinará os felizes escolhidos para aqui figurarem. Ou então não. Mas pronto, aqui ninguém se ofende neste pequeno espaço privado e o que eu quero mesmo é falar.vos do que foi a minha vida há duas semanas atrás, apenas para meu egoísta devaneio: um agradável e corriqueiro - inferno.

Mas não façamos disto caso. Esqueçamos as semi.directas (em que só vingava mesmo uma hora de sono para que, quando o resto do mundo cá em casa acordasse, não me visse ainda de olho colado ao ecrã do computador) ou as mui afortunadas noites em que lá consegui ir para a cama a umas espectaculares 4h da manhã - saudosos tempos estes. E o mais curioso.. bem, é que em justa verdade não posso culpar mesmo mais ninguém senão eu. Digamos que é sempre esta maravilhosa relação que eu tenho com o tempo de tanto amor, tanto amor, que chega a roçar a violência doméstica de bastão na mão. E no fundo o motivo era tão simples quanto isto:

dar os últimos retoques numa revista personalisada.

Confesso que me fez alguma comichão nos nervos tais hábitos noctívagos por noites consecutivas mas também acho, não já sem uma nota algo masoquista implícita, que se aplica aqui bem o provérbio que "quem corre por gosto não cansa". E enfim, se as minhas súbitas necessidades de adormecer no autocarro provam o contrário (que sim, que afinal até cansa um bocadinho ficar privado de boas horas de sono) a verdade é que, preguiçosa como sou, não ficaria de todo ali se não me desse um certo prazer todas aquelas photoshopices e outras edições que tal numa tentativa de perfeccionismo inútil. E depois, uma da manhã, três, cinco... hão.de reparar o quão espectacular é a relatividade do tempo na madrugada: se temos algum projecto para fazer é vê.lo voar disparado pelos número frios do relógios digital; se pelo contrário sofremos de insónias ou de algum pesadelo que nos acorda a meio da noite é aguardar pelo moroso arrastar dos minutos até que os primeiros pássaros da alvorada nos tragam alguma esperança de vida existente nas ruas.

Mas voltando à revista, este fruto de um trabalho de área de projecto em conjunto com o senhor miguel e a menina desenho animado (e até com a participação do artigo ímpar da Hepburn sobre o filme Milk), o que é facto é que fiquei com os sentidos espicaçados para esta área. Acabei aquilo e até pensei, muito sincera e criticamente, que teria de servir pois aquilo que projectara inicialmente era.. bem, era algo ilusoriamente grande.

Mas pronto, lá me reconciliei com a vida. Afinal o público pareceu gostar e, mais importante que isso, também a professora que nos vai dar nota - por isso façam figas desde já. De resto, as ideias ficaram; uma série de ideias efevervescentes e borbulhantes que, quem sabe à pala de pretexto, não se haviam de adequar lindamente às crónicas? Vá lá que não seria motivo para chamar leitores.. mas que bem que assentavam no formato.

E só para chatear, nem a propósito, hoje dei de caras com algo maravilhoso que se não roça exactamente aquilo que tinha em mente, então é porque vai para além do concebido (é favor notar o geniozinho que está em virar as páginas de uma revista virtual). Afinal quem não gosta de motivos vintage, ideias alternativas, tiragens selectivas e grafismos cuidados?
Eu sei que gosto.



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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Porque raio gostamos dele?

Iniciamos aqui uma nova rubrica em conjunto que se intitula de "Porque raio gostamos dele?". É um espacinho onde nos propômos a explicar ao nosso tão fidelíssimo e inexistente público, a razão pela qual desenvolvemos paixões platónicas, ou não!, por certos rapazinhos de sexo masculino. Talvez...talvez em breve se estivermos bem dispostas e o tempo améno consideremos a hipótese de fazermos esta rubrica com moças.
Ah é de referir a nossa única particularidade: NUNCA! Mas nunca postaremos aqui neste espaço fotos banais, padrão, mais conhecidas ou mainstream sobre um determinado rapazinho. Todas as fotos aqui postadas, para quem ainda não reparou, são sempre quase pouco conhecidas ou desconhecidas até. Por isso continuaremos com o caso, ainda mais agora nesta tarefa tão hercúlea que nos espera!

Até lá aproveitem o que vos damos de muito bom grado e não refilem!

A arte de ser criticada e a arte de viver

Boa Noite, meus caros e inexistentes leitores!
Quer me parecer que vos espera aqui um ainda longozinho post de minha autoria.É verdade. Mas depois vocês pensam:-Se esta pobre rapariga se queixa tanto que não tem vida como é que ela vai arranjar coisas para conosco partilhar? Donde vem o assunto, afinal de contas?

Pois bem meus caros, o assunto vem de facto da minha vida! Surpresa das surpresas! Na verdade o assunto vem do quotidiano, vem da minha mente, vem da música que agora oiço, vem do tecido que sinto na pele quando me deito. O assunto vem de todos os lados sem autorização alguma.

[Ora demos então início à ópereta]

Nos últimos dias, senão mesmo semanas mas vá, mais dias, tenho sido testada. Um teste duro por sinal. Um teste às minhas convicções, certezas absolutas de pedra inquebrável, um teste também à minha capacidade de reacção.

Como da última vez que escrevi, fui chamada à atenção pelos meus pais. Fui editada, corrigida e formatada novamente. Mas numa dimensão menor. Há dias um rapaz disse-me que eu não era a pessoa mais fácil para fazer amigos. E um professor após a entrega de um trabalho que me levou a aterrar finalmente na cama às 4 da manhã atirou-me com um "pois fazem tudo em cima do joelho!" para cima.
Na quinta-feira seguinte depois de todos estes pequeninos, irritantemente pequeninos, incidentes sentia-me ressacada. Acordei a muito custo com vontade de me esconder na despensa junto das massas e latas de conserva. Grandes companheiras estas que ao menos não critícam.
O cenário era uma aula de português, a música era a história de Blimunda e o maneta Sete-Sóis, a vontade nenhuma e o sono mais que muito. Mas infelizmente o que prevalecia era de facto aquela pequenina afirmação: "Vamos ser sinceros, tu não és das melhores pessoas para fazer amigos". Esta maldita não parava de correr de um lado para o outro na minha cabeça. Parecia doida. E sempre que a tentava abafar com umas linhas d'"O Memorial", em vez de sossegar ou adormecer como metade da turma, gritava desalmadamente.
Agora vejamos, meus caros, eu não me importo que seja criticada. Aliás nem se trata de me importar ou não. O mundo lá fora é um selva, como dizem, e uma pessoazinha precose como eu tem de se habituar a isto mesmo. É esta a magia de se tentar crescer. E apesar de ser um enorme chavão, estas críticas só me vão fortalecer enquanto pessoa, a sério que vão. Mas bolas, tantas seguidas? Tão injustas e tão cretinas? Ditas por pessoas que deviam olhar primeiro para elas?
Isso, meus amigos, isso é o que me custa mais a engolir.

Uma coisa são os nossos pais que já lá estiveram, já passaram, sabem e querem-nos proteger. Dói como se farta, como uma queda de joelhos que me fartei de dar quando era mais miúda. Bem me lembro das dores, eram insuportáveis. Parecia que por breves segundos o mundo nos tinha caído, literalmente, nos joelhos. Mas agora ser criticada por uma criança da mesma idade que eu e de uma forma completamente exagerada e bruta? Sinceramente não.
Não chorei, não gritei, não bati em ninguém. Apenas olhei e engoli em seco. Nada mais há a fazer em situações como estas. É esta a arte de ser criticada.

Enfim mas o que lá vai, já lá vai e eu continuo aqui. Permaneco aqui como a árvore que cumprimento todos os dias de manhã ao sair de casa rumo à escola. Permaneco aqui, todavia as minhas convicções parecem mover-se um centímetro que seja cada dia que passa para que no final da semana, eu reparar que já não estão da mesma forma em que eu as deixei. Talvez isso seja bom porque significa que sou uma pessoa de espírito aberto, sem ideias muito traçadas que consegue viver a vida com calma e que consegue usar o seu trunfo mais precioso, a adaptabilidade.
Mas também é mau porque ao sentir que as minhas convicções estão a migrar para sul em pleno Inverno, sou logo invadida por uma sensação pior: a fragmentação. Sinto-me frustrada, cansada, triste e desiludida. Sem unidade, sem concenso. Digo que vou fazer uma coisa mas acabo por fazer outra. Ahhhhh!
Segundo o meu querido pai, eu não devia levar as coisas tão a sério e devia parvejar mais. Parvejar. Adorei a ideia mas a minha racionalidade não. Porque ao mínimo parvejamento, ela aponta-mo como desleixo.
Logo é uma espécie de pequena lutazita interior que vivo semanalmente, vá.
De uma coisa tenho plena consciência:
Não existem verdades absolutas e não posso, de facto, agarrar-me a ideias feitas só porque me dão mais segurança. Porque depois, no final de contas essa segurança dissipa-se como fumo esgranquiçado de cigarrilha. Nada bate certo, aliás nada corresponde àquela nossa ideiazinha brilhante colocada no pódio do nosso imaginário. E é esta a arte de viver.

[Tenho é de aproveitar a vida e ir com calma.]

Mas sabem o que é mais idiota disto tudo?
É que esse aproveitar a vida e ir com calma acabam por ser tratados por mim como trabalhos de casa ou tarefas para a semana. Não são o meu estilo de vida...e isso é o que me asssusta mais. Pena que eu ainda não tenha acertado o passo sobre esta complexa arte de viver.
*

Um bem haja

P.S.-Cheguei à conclusão que o nosso blog só irá ganhar visibilidade quando comecarmos a falar sobre sexo, roupa, homens, cremes anti-celulíticos (não q tenha nada contra estes!), saldos, nova york, blá blá blá.....porque a quantidade de blogs de mulheres a falarem sobre isso a terem níveis de popularidade impressionates são, literalemente, a dar com um pau!

[foto:a magestosa Audrey Hepburn, esta sim, esta mulher dominava a arte de viver]

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"Alienismo"

Escrevo porque torna as coisas mais claras, límpidas, concretas. O paradoxo que aqui se põe é que eu, sobre as nulidades que nada têm que se lhe diga, sempre sei elaborar uma tese de contornos surreais mas ainda assim firmes e convictos, como forma a preencher um assunto que não tem assunto.. mas por outro lado, fico completamente em branco e desamparada quando preciso de escrever sobre algo mais intimista, mais próximo e mais "meu" (e quando digo isto, não me refiro ao eu teórico, sobre o qual muito divago, mas ao eu sentimental, claro).


A verdade é que fico perfeitamente em branco quando pretendo falar dessa parte. Contudo, e agora penso, a razão para que talvez isso aconteça seja porque, genuína e honestamente, os sentimentos que deviam dar origem e conteúdo a tais reflexões.. não estão lá. Ou então, se estão lá, estão adormecidos. Sim - posso mesmo apostar que estão adormecidos.

A questão é que nunca me considerei uma pessoa fria, nunca me vi como alguém mais racional que sentimental, nunca sequer me visualizei como quem toma uma atitude tão distante. Eu lia os romances de adolescentes que enchiam as minhas prateleiras quando era miúda e imaginava que era romântica - não estava apaixonada mas sabia que o era, pois desprezava o conceito de "curte" e queria mesmo era algo com significado.
Contudo, se há uma coisa das mínimas que consegui recolher pela experiência, é que tudo aquilo que julgamos ser numa situação.. não somos. Pelo menos não fui em vários momentos e nesse campo.. nesse campo é incrível tomar finalmente plena consciência de até que ponto isso é verdade. Paro - preciso de parar e, mesmo que me digam para não pensar, preciso de pensar. O que eu acho que vocês não sabem, não se lembram - não interessa (!) - o que é ser um individuo que, na sua vertente mais pura e genuína (a emocional) é no fundo um perfeito alienado.

E chegámos à palavra que procurava: alienado. Ser alienado é ser desligado: e é assim que estou, e é assim que sou. Talvez seja um método de defesa (tenho aliás a certeza que é) mas penso que o tempo tornou esta característica parte dominante da minha personalidade. A pergunta que se impõe é saber se não se tornou também parte definitiva dela - e disso começo a ter pavor.

Por outro lado a palavra remete para uma associação óbvia e quase intuitiva: alien. A impressão que eu tenho por vezes nesta matéria é de um profundo e complexo.. isolamento. Como se estivesse numa bolha em que oiço e compreendo o que se diz mas a partir da qual não consigo expressar a essência do que acho.
Por isso foi ainda mais inconcebível achar que alguém poderia gostar de mim. Não em termos racionais, não em termos teóricos, mas pela confrontação efectiva de que alguém gostava de mim - como eu sou e pelo que sou. Só agora percebo quão assustador é este conceito.. o quão grande. como me conheço tão bem a mim e aos meus defeitos e por estar habituada a pensar que nunca sou eu o centro da questão não deixa de ser estranho. Enfim, só nunca concebi que alguém perdesse o sono por minha causa. É surreal.

E contudo, eu vou descartar essa pessoa. Friamente, fútil e cruelmente o digo nestes modos, aqui, (que é o escape que as palavras por dizer não permitem exprimir de outra forma) mesmo que não o tencione fazer de forma fria, fútil e cruel. Não - já não sou uma puritana à procura de uma união perfeita (pelo contrário) mas só tenho um requisito: é que exista uma base, uma intuição, uma mínima vontade. Como não é o que acontece e por haver uma série de outros factores (looongos factores), então encerro aqui o meu caso e, ironicamente, trato dele alienada. Mas sabem que mais? Nem vou ficar com remorsos por isso.

E só isso me dá, mais uma vez, o suficiente para pensar.

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Razão tão cobarde

Porque os exames estão aí e o tempo insiste em não abrandar, o aldrabão!
(razão tão cobarde para por uma foto tão boa da Dorothy, outro alter ego aqui da vossa Miss!)